Mulher: mãe da paz e da evolução

Segundo dados da ONU, o planeta conseguiu, nas últimas décadas, reduzir a desigualdade entre os géneros. Apesar das conquistas, a organização aponta que ainda existe uma longa caminhada para diminuir a diferença entre os sexos na vida pública e para evitar as mais variadas formas de violência sofridas pelas mulheres.

Apesar de todas as adversidades, a mulher africana está a obter reconhecimento mundial pelo seu activismo e liderança. No continente, o programa mostra como o sexo feminino tem feito a diferença, driblando as dificuldades e propondo mudanças sociais e políticas.

A viagem começa em Guiné Bissau, com a repórter Dina Adão. Natural deste país, a jornalista visita um arquipélago habitado por uma sociedade matriarcal mantida ao longo de gerações pela etnia bijagós. Nessa comunidade, quem manda de verdade é a mulher. E elas até já evitaram uma guerra com colonizadores europeus.

De lá, a equipe segue para o Quénia, onde o activismo é uma peça fundamental na transformação de toda uma realidade. A repórter Aline Maccari leva-nos a conhecer Wangari Maathai, activista reconhecida internacionalmente pela sua luta pela democracia no país. Ela foi a vencedora de um prémio Nobel, em 2004, pela sua luta contra o regime político opressor vigente na época.

O professor Kiama Gitahi, director do Instituto Wangari Maathai, fala sobre o entusiasmo de Wangari Maathai em ajudar as novas gerações na construção de um mundo marcado pela paz e pela preservação do meio ambiente.

E ainda no Quénia, conheça a apresentadora de televisão mais famosa do continente. Considerada uma das 40 celebridades mais poderosas da África pela revista Forbes, Patricia Amira apresenta um programa de entrevistas exibido em emissoras de 45 países africanos, e é exemplo para muitas mulheres do continente.

Seguindo para o último destino deste episódio, a Libéria, descubra como as mulheres nesse país foram vítimas de atrocidades e, mesmo assim, contribuíram com o processo de paz da sociedade. Um exemplo é Leymah Gbowee que, por meio de um movimento pacífico, contribuiu para o fim da segunda guerra civil liberiana.

Ela liderou milhares de liberianas de todas as religiões em uma greve de sexo que forçou os homens a abandonarem as armas. A acção obrigou o senhor da guerra Charles Taylor, conhecido como um dos presidentes mais sanguinários da história, a negociar a paz.

Fonte: Programa Nova África

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